quinta-feira, 16 de março de 2017

DIETA DOS CHÁS

Descubra a ação das ervas no organismo e como combina-las numa mesma infusão, facilitando a perda de peso.

Seis xícaras diárias. Essa é a medida de chá recomendada nesta dieta. O importante é não deixar de ingerir uma xícara de cinco a dez minutos antes de cada refeição, incluindo café da manhã, ceia e lanche. Dessa forma, além do efeito terapêutico da erva, o chá dá uma sensação de saciedade, amenizando a fome, o que facilita controlar a quantidade de comida colocada no prato. Quantas ervas usar no chá? Pode ser uma, duas ou todas de um mesmo grupo. Também é permitido combinar ervas de grupos diferentes.
No caso de você ter retenção hídrica e intestino preso, por exemplo, faça um mix de ervas diuréticas e digestivas. Alfafa e hortelã são curingas – desintoxicante e aromática, respectivamente, merecem entrar em todas as combinações.

Antes de tudo, é importante lembrar que sozinho o chá não faz milagre. Você precisa associá-lo a uma dieta. E, não adianta tomar chazinho desintoxicante, para livrar o organismo das toxinas que impedem o emagrecimento, e comer alimentos superindustrializados, cheios de corantes e conservantes.  O açúcar refinado (branco), por exemplo, é repleto de aditivos químicos. É melhor trocá-lo pelo mascavo ou pela estévia. A seguir um cardápio de uma semana, com cerca de 1200 calorias. Você pode repeti-lo por um mês ou mais. Embora não tenham contra-indicações, não se deve usar nenhuma erva por um período muito prolongado. Mas não vão faltar opções para você variar o seu chá.

Diuréticas: o fim da retenção hídrica

Agem nos rins e no córtex da glândula supra-renal, inibindo a produção do hormônio cortisona, que bloqueia a perda de peso ou, pior, engorda.
Ervas: cavalinha, dente-de-leão, cabelo-de-milho, sabugueiro, abacateiro, quebra-pedra e salsa.

Digestivas: intestino regulado e barriga lisinha

Contêm substâncias que atuam no fígado, onde é fabricada a bílis, que dissolve a gordura em moléculas menores, facilitando sua absorção pelos intestinos.
Ervas: hibisco, cáscara-sagrada, psilium e fucus.





Calmantes: ansiedade sob controle

Agem no sistema nervoso central, acalmando e baixando a ansiedade, que costuma desencadear a compulsão à comida.
Ervas: alecrim, hortelã, camomila, capim-limão, melissa, mulungu e aniz.

Desintoxicantes: operação limpeza

O principal papel destas ervas é captar as toxinas do organismo, eliminando-as por meio da urina, das fezes e do suor e, com isso, colocando um fim no desequilíbrio que ocasiona o aumento de peso.
Ervas: alfafa, salsaparrilha,  curcuma zedoaria, chá-verde, espinheira-santa, bardana.

Emagrecedoras: ação dissolve gordura

Tem princípios ativos que agem nos rins, no fígado e, principalmente, no intestino.
Ervas: alfafa, cavalinha, cana-do-brejo, graviola, cabelo-de-milho, carqueja, capim-limão.

Ferva e abafe
Preparar o chá é simples: ferva a água, junte a erva desidratada e deixe levantar fervura. Desligue o fogo e abafe por dez minutos. Coe e beba quente, morno ou gelado, com ou sem adoçante. Para garantir o efeito medicinal e o sabor, use uma colher de sopa de erva para 1 litro de água. No caso do mix, a recomendação é uma colher de sopa de cada erva para a mesma quantidade de água. Triplique a medida se a erva dor fresca.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

ALERGIAS RESPIRATÓRIAS E DA PELE




As suscetibilidades emocionais dos alérgicos.

Alergia é uma hipersensibilidade a determinadas substâncias estranhas ao organismo, denominadas antígenos. A suscetibilidade do corpo aos fatores alérgicos desencadeia uma intensa resposta imunológica. A partir do contato inicial com essas substâncias, surge um processo inflamatório que causa reações exageradas ao organismo.

Existem dois grupos de alegrias: as respiratórias e as da pele. As inflamações alérgicas das vias respiratórias são sintomas da asma (também conhecida como bronquite alérgica) e da rinite alérgica. As manifestações alérgicas da pele caracterizam-se pelas lesões e coceiras intensas.

Os aspectos metafísicos das alergias consistem no estado de alerta e exagerada prontidão diante de determinadas situações existenciais. Aparentemente as pessoas alérgicas são ousadas e dispostas ao confronto, dificilmente se reprimem ou se escondem, ao contrário mostram-se ansiosas, nervosas e irritadiças frente às adversidades. Essa agitação interior e os comportamentos descomedidos são decorrentes da insegurança e do medo.

As pessoas adultas que apresentam sintomas alérgicos sentem-se vulneráveis aos insucessos e desprovidas de recursos internos para driblarem os obstáculos. A falta de habilidade para lidar com certos acontecimentos ativa os mecanismos psicoemocionais, provocando as posturas que se alternam entre exagerada defesa ou exagerado ataque; em alguns momentos mostram-se arredias e noutros agressivas. Essas condições internas, segundo a metafísica da saúde, são responsáveis pelas reações de hipersensibilidades do corpo aos fatores alérgicos.

As alergias nas crianças representam semelhantes condições internas, porém com algumas peculiaridades. Elas não contam com recursos internos para lidarem com as situações novas e inesperadas; faltam-lhes a curiosidade e a ousadia próprias da criança. Em vez de se comportarem de maneira investigativa e dispostas a aprenderem, mostram-se arredias e intolerantes.

Cabem aos adultos, pais ou cuidadores transmitir segurança e apoio a elas, estimulando-as a se sentirem em condições de serem bem-sucedidas naquilo que vão enfrentar na escola ou na família, inspirar confiança e calma para lidarem com os obstáculos, e descobrir maneiras para quebrar as “couraças emocionais”, que provocam a aparente frieza ou a irritabilidade.

De acordo com as áreas do corpo afetadas pelas alergias e também dependendo dos fatores alérgicos, existem interpretações metafísicas específicas, como seguem:

Alergias respiratórias relacionadas à rinite refletem excesso de autocobrança e exigência demasiada das pessoas sobre si mesmas, que procuram ser exímias naquilo que realizam, e qualquer risco de insucesso causa preocupações excessivas. Com tantas expectativas sobre si, as pessoas sentem-se incapazes de corresponder à altura das exigências do meio. As reações alérgicas relacionadas à asma representam a busca pela aprovação dos outros. A simples hipótese de serem desqualificadas provoca o medo de rejeição, seguido de extremo exibicionismo e ações compensatórias. Geralmente as crises asmáticas coincidem com a desqualificação ou perda de algum fator que promove as respostas favoráveis do meio; de alguma forma sentem-se ameaçadas ou prejudicadas.

Seguem abaixo os principais fatores alérgicos que afetam as vias respiratórias e os seus respectivos significados metafísicos:

 
Fatores
Significados metafísicos
Ácaro
fatos corriqueiros ou detalhes que podem abalar o seu conceito perante o grupo.
Fungos
deteriorização dos laços fraternos.
Pequenos insetos
intromissão de outrem, que prejudica o seu convívio e abala a ordem do ambiente, invadindo os seus espaços.
Pelos de animais
dificuldade nas relações interpessoais, não sabe lidar com a ternura e a afetividade.
Pólen
conflito com a própria sexualidade ou dificuldade de estabelecer vínculos amigáveis ou amorosos.
Cheiro forte de perfume
preocupação excessiva com falsidade.
Cheiros de produtos químicos
medo de ser tratado com hostilidade.


As alergias da pele representam preocupação excessiva de contato com os outros e dificuldade para estabelecer relações interpessoais. Trata-se de pessoas que apresentam comportamentos arredios ou irritadiços tanto com aqueles com que convivem, quanto com os estranhos. Ao mesmo tempo em que se fecham ou se atritam, ficam tristes pelo distanciamento afetivo. O sintoma de coceira significa insatisfação; de certa forma o prazer que a aproximação afetiva proporcionaria é saciado pelo ato de coçar.

Principais fatores alérgicos que afetam a pele e os respectivos significados metafísicos:
 
Fatores
Significados metafísicos
Medicamentos
interferências alheias.
Antibióticos
não gosta que tomem a sua defesa.
Analgésicos
evita ser poupado temendo agravantes futuros.
Leite e derivados
dificuldades de relacionamento com a sua mãe ou dificuldades existências.
Conservantes
conservadorismo.
Nozes
profundos conhecimentos.
frutas vermelhas e/ou chocolate
autoreprovação dos seus impulsos, teme que a sua impetuosidade afete o outro ou prejudique a paz e harmonia do ambiente.



Dicas de Cromoterapia para as alergias respiratórias e da pele: aplicação da cor azul sobre a região afetada e a visualização dessa cor para suavizar as fortes emoções e amenizar a irritabilidade. 
 
Valcapelli






Alergia na pele: significa que a pessoa está vivendo momentos de irritação com as pessoas próximas e que atrasam seu desenvolvimento pessoal e profissional. Quando ela se vê obrigada a fazer o que não gosta, persuadida por pessoas de quem depende de alguma forma, surgirá, com certeza, coceira incessante significando o desejo inconsciente de arrancar aquilo que incomoda profundamente.



Pare de se sentir contrariado. Se você está passando por isso é porque, de alguma forma, procurou. Saia dessa sem ressentimentos, pois ninguém sabe quando está causando alergia em alguém. Passe a se expressar melhor. Seja objetivo e tire a culpa do seu coração. Eduque-se a não deixar que seu espaço seja ameaçado. Diga abertamente tudo que o incomoda pois tudo pode ser falado desde que seja com respeito e determinação. 



Analise-se e perceba se você consegue, humildemente, mudar um pouco mais o seu jeito de falar com as pessoas e o trato consigo mesmo. O mundo à sua volta só ira mudar se você mudar primeiro.



Linguagem do corpo Vol. 1

A COCEIRA, segundo a Metafísica da Saúde, representa elevado grau de insatisfação. Existem dois aspectos que podem ocasionar essa sensação de descontentamento: as expectativas demasiadas sobre o externo ou elevada exigência para consigo mesmo. O ato de coçar representa uma maneira de saciar ou obter prazer não houve nas ocorrências. Cada parte do corpo represente um tipo de insatisfação, ex.: coceira nos braços, insatisfação em relação ao que foi feito; nas pernas, desagrado em relação as bases de apoio e a trajetória de vida; nos órgãos genitais, desgostos e frustrações em relação à vida íntima, ou para com aqueles que estão a sua volta. Novo padrão: procure interagir com o meio reconhecendo as devidas proporções do que acontece; diminua as expectativas e contemple a realidade, da forma como ela se apresenta. Dica de cromoterapia: aplicar luz azul na região. Ao persistir os sintomas, procure o médico. 

VALCAPELLI


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O TEMPO MAIA

O tempo Maia é circular, avança para frente e para trás simultaneamente, nunca termina, conforme os ciclos que sempre existiram e continuarão a existir eternamente. Estes ciclos nós também temos internamente para permitir a transformação de nossa mente e a evolução de nossa civilização à harmonia. Veremos alguns sistemas humanos que se transformarão, para passar do medo ao amor e os sentidos que desenvolveremos nesta transição. 

QUINTA PROFECIA MAIA

A quinta profecia diz que todos os sistemas baseados no medo sobre o que esta fundamentado em nossa civilização se transformará simultaneamente, com o Planeta e o homem, para dar um passo a uma nova realidade e harmonia. 
O homem está convencido de que o Universo existe só para ele; que a Humanidade é a única expressão de vida inteligente, e por isso atua como um depredador com tudo o que existe.
os sistemas falharão para enfrentar o homem consigo mesmo, para fazê-lo ver a necessidade de reorganizar a sociedade e continuar no caminho da evolução que levará a compreensão da criação.
A economia do homem contemporâneo está orientada por princípios de agressão e defesa que é incompatível com um universo em Harmonia.

VÍDEO - QUINTA PROFECIA MAIA


QUARTA PROFECIA MAIA

A quarta profecia nos diz que o homem deve terminar com sua conduta depredadora, para sincronizar-se com os ritmos da natureza e ajustar-se as mudanças que levarão todos do Universo a uma Era de Harmonia. Os Maias nos dizem que as mudanças do clima produzirão o derretimento dos polos, permitindo assim que a Terra produza grandes mudanças na composição física dos continentes onde vivemos..
Todas as profecias buscam uma mudança na mente do homem, pois o Universo está gerando todos estes processos para que a Humanidade se expanda pela Galáxia, compreendendo sua integridade fundamental com tudo o que existe.

VÍDEO - QUARTA PROFECIA MAIA


TERCEIRA PROFECIA MAIA

A terceira profecia nos diz que devemos tomar consciência de nossa influência em demasia ao dinheiro, para que não sigamos equivocados, provocando destruição como tem acontecido com o passar do tempo. Nos diz que os processos de industrialização sem sentido com a lógica tem provocado, com seus desejos, um aumento geral com a temperatura do Planeta, e isto se acentuará com o aumento da atividade do sol, causado pela energia que se recebe do Centro da Galáxia, ocasionando grandes mudanças no clima. Serão vórtices de energia que chegarão na superfície da Terra, e as manifestações da inconformidade de nosso Planeta e das energias elementares contidas em seu interior.

VÍDEO - TERCEIRA PROFECIA MAIA


SEGUNDA PROFECIA MAIA

A segunda profecia diz que a resposta ao todo está no interior do homem. Que seu comportamento determina seu futuro. Afirma que a Humanidade se encontra num momento de transição fundamental para uma nova maneira de perceber o Universo.
A Terra e o Sistema Solar estão recebendo feixes de energia, de informação, desde o Centro da Galáxia, e que isto está provocando um aumento na vibração do Planeta e nas ondas cerebrais e nas células do homem, entrando em ressonância, em equilíbrio com a nova frequência, ocasionando enormes mudanças em seu comportamento. Esta profecia mostra dois caminhos: Um de transformação e tolerância e outro de medo e destruição. Em ambos se aprende as lições necessárias para a evolução da consciência. Somos nós que devemos decidir qual dos caminhos iremos seguir. O Céu e o Inferno manifestados simultaneamente.
Nos diz que a Humanidade terá uma nova época de harmonia e que para chegar a ela teremos que enfrentar nossos grandes medos e aceitar que as situações difíceis que vivemos são para aprender. Conservando a paz, em qualquer situação, por mais difícil que seja, podemos manter e aumentar nossa energia interna, produzindo um estado de vibração alta e um estado de respeito por tudo o que existe. As situações difíceis estarão em nossas vidas enquanto necessitarmos aprender algo delas.

VÍDEO - SEGUNDA PROFECIA MAIA


PRIMEIRA PROFECIA DOS MAIAS

Na primeira profecia vemos o Universo como um processo de ciclos eternos. As distintas escalas a nível galáctico, com ciclos de 26 mil anos e a nível pessoal com vidas em torno de setenta anos, que vivem inscritas nestes ciclos maiores. A primeira profecia anuncia o final do presente ciclo, desde 1999 durante 13 anos. Cada homem estará no no salão dos espelhos para encontrar em seu próprio interior sua natureza multidimensional. Os Maias com a primeira profecia querem abrir a mente do homem à Galáxia. Desejam codificar seu calendário como uma chave para a transformação definitiva. Não falam do fim do mundo, mas especificamente dizem que todos se transformam, que o único que permanece é o espírito em sua viagem de evolução à níveis superiores. 

terça-feira, 29 de novembro de 2016

DHARMA - KARMA - SAMSARA

Entenda de uma vez por todas a relação entre dharma, karma e samsara
Preso ao samsara, através da lei do karma, encontra-se o homem
Num passado longínquo, sábios (rishis) da Índia compreenderam a maneira mais fácil e perfeita de se conectar com o universo: “agir de acordo com as próprias leis da natureza”.
Dharma é um termo sânscrito, provém da raiz “dhr”, “levar”, “suster”, “portar”, e significa “suporte”, “aquilo que sustém, mantém unido ou elevado”. Dharmah, “religião”, “código de vida”, “modo de bem viver”, “dever ou obrigações”. Dharmam, “doutrinas”.
Dharma é a lei universal da natureza, que se expressa em cada ser e, simultaneamente, em todo o universo, através de sua influência constante e cíclica; a justiça ideal que faz com que as coisas sejam o que elas são, ou o que devam ser. É um dos principais conceitos do Hinduísmo, Budismo e Jainismo. É o princípio da verdade que mantém todas as coisas animadas e inanimadas em harmonia, favorecendo o crescimento e o desenvolvimento espirituais.
Dharma aponta para os fundamentos da lei universal na qual os pensamentos, sentimentos e as ações humanas devem basear-se para obter apoio do universo. Os hindus a chamam de Sanatana Dharma, ou “eterna lei da verdade”, sugerindo que a tradição da lei natural não é limitada pelo tempo, espaço ou pessoa.
Para os budistas, Buddha Dharma é o caminho natural para a iluminação. Uma vida centrada no dharma é o alicerce necessário para se vivenciar a filosofia yogue e a base de todos os tratamentos ayurvédicos. Dharma também é a capacidade de prestar serviço, o que consiste numa das qualidades essenciais dos seres humanos. Portanto, cada pessoa deve conscientizar-se de seu dharma e realizá-lo da melhor forma possível.
Outra maneira de conectar-se com a mente do universo se dá através da prática diária do yoga, do cultivo do silêncio interior, da meditação (dhyana), reconhecendo a verdadeira natureza que jaz em seu próprio ser (quando alguém reconhece a sua própria natureza interior, está praticando yoga); desligando-se dos sentidos (pratyahara) e das coisas mais próximas ao seu redor, aproveitando o tempo para experimentar o silêncio, nele se concentrar, e apenas existir.
Muito antes do físico, matemático e astrônomo inglês Isaac Newton (1642-1727) ter estudado e descrito brilhantemente uma importante lei da física, “Ação e Reação”, os sábios e yogues da antiga Índia já a haviam observado na natureza e, inclusive, preocupavam-se com os frutos das ações humanas e filosofaram profundamente a respeito disso.
A mais importante lei dhármica é o karma (da raiz “kr”, “fazer”, “ação”, “rito”, “execução), significa “ação” ou “atividade”. É a lei da ação e reação, de causa e efeito. Sir Newton descreveu metodologicamente uma lei física, enquanto que esses antigos sábios e yogues foram capazes de descrever filosoficamente algo ainda mais sutil, uma lei que além de física é também espiritual.
Da forma como se age, experimentam-se os frutos das próprias ações, não apenas na vida presente, mas também em vidas futuras. Existe uma infinita justiça no universo que se manifesta através de inúmeras vidas ou encarnações, não apenas instantaneamente. Para os yogues e hindus, nenhum débito fica sem ser pago no universo. Os frutos das ações kármicas podem restringir a consciência (chit), conduzi-la a um estado de aprisionamento, estagnação, ignorância (tamas), miséria, apego e doenças, o que confere intranquilidade à mente (chitta ou manas), sofrimento, e aprisioná-la em conquistas efêmeras.
Pode-se imaginar alguém jogando uma pedrinha na superfície de um lago imóvel, cristalino e sereno, observando as ondulações que ela produzirá, quando atingir a sua superfície; isso reflete a “lei de ação e reação”. Também, quando se busca aquietar a mente e se concentrar, e uma ideia ou pensamento aflige a mente, isso poderá produzir (dependendo da identificação ou não com esse pensamento) inúmeras modificações mentais.
Então, deve-se persistir na concentração até que a mente se torne completamente serena, livre das interferências dos pensamentos. As ações humanas têm um significado além do que se pode ver na superfície. Toda ação produzirá uma energia que retornará ao seu progenitor. Colhem-se os frutos que se plantam. Quando alguém opta e realiza ações que favorecem a natureza, os animais, a justiça, a felicidade e a prosperidade de outras pessoas, essas ações acabam tornando-se parte dessa pessoa e ela, também, torna-se realizada, próspera e feliz.
Ao se relacionar, uma pessoa terá que dar de si mesmo, precisará valorizar e compreender o seu próximo. Todos os dias os seres humanos executam inúmeras ações sutis que acabam influenciando enormemente o que a vida lhes traz. Em termos práticos, deve-se perguntar a si mesmo: “Quais serão as consequências da minha escolha ou atitude?” Dentre uma gama de escolhas, há sempre uma correta, que pode trazer harmonia, felicidade, saúde, liberdade e prosperidade. Como realizar a escolha correta?
No momento em que se faz uma escolha, deve-se prestar bem atenção aos próprios sentimentos. Se ocorrerem dúvidas, desconforto, receios e mal-estar, então, provavelmente, a escolha não é de karma apropriado. O presente e o futuro são arquitetados por escolhas feitas a cada instante da vida. Tudo o que acontece no presente momento é resultado de escolhas que se fez num passado próximo ou distante. Tais escolhas podem trazer consequências evolutivas ou destrutivas.
A lei do karma ressalta que a cada momento existe a possibilidade de se realizarem coisas diferentes e mudar-se favoravelmente o rumo da vida. Deve-se parar um momento e testemunhar as escolhas já feitas e aquelas por se fazerem na vida.
Samsara
Na maioria das tradições filosóficas da Índia, tais como o Hinduísmo, Budismo e Jainismo, o samsara – ciclo mecânico de morte e renascimento – é tido como algo natural. Preso ao samsara, através da lei do karma, encontra-se o homem, cujos frutos de suas ações, sejam eles bons ou maus, devem esgotar seus efeitos através de inúmeras existências.
O homem deve transcender o samsara mediante a “iluminação” de sua consciência. O karma e o samsara podem ser transcendidos ou dissolvidos mediante dois caminhos que conduzem à libertação (moksha): a aquisição de jnâna (conhecimento superior) e a prática de bhakti (devoção, amor). Uma vez que a sabedoria libertadora (vidya) é alcançada através do conhecimento (jnâna), a ideia do ahamkâra (sentido de individualização, ego) e mamata (“ação do eu” ou “isso é meu”) se dissolve; consequentemente, o samsara se extingue, e a natureza divina existente no homem (atman), alcançando a libertação (moksha), funde-se a Brahma (deus criador), à consciência do universo.
Com a dissolução da ilusão de aham (“eu sou”) e mamata (“isso é meu”, apego), atman, finalmente, alcança-se a verdadeira compreensão de que se é também Brahman (o Absoluto) – aham brahmansmi, “eu sou brahman” – e o samsara deixa de existir.
por Gilberto Coutinho

Krishna e Cristo


Vishnu, de acordo com as mais antigas fontes, apareceu sob a forma de homem em 4 000 a.C. à virgem Devanaki (= mulher criada para Deus) que pertencia à casa real. Devanaki caiu em êxtase, ofuscada pelo espírito de Deus, que uniu-se a ela em divino e majestoso esplendor. Devanaki concebeu uma criança. Uma profecia no Atharva-Veda narra o acontecimento da seguinte forma: "Bendita és tu, Devanaki, entre todas as mulheres, e bem-vinda seja entre os sagrados Rishis. Fostes escolhida para a obra da salvação... Ele virá com uma coroa de luz e o céu e a terra se encherão de júbilo... Virgem e mãe, nós te saudamos, como a mãe de todos nós, pois dará a luz ao nosso salvador, a quem darás o nome de Krishna". No Bhagavad-Gita, o rei de Mathura foi avisado, em um pesadelo, de que a filha de sua irmã, Lakshimi, teria um filho que seria mais poderoso que o próprio rei. A virgem Devanaki e seu filho recém-nascido esconderam-se no campo em companhia de alguns pastores, escapando milagrosamente aos soldados a quem o rei havia ordenado matar todos os recém-nascidos do sexo masculino. O Atharva-Veda conta esta mesma história de modo diferente. O rei Kansa de Mathura viu uma estrela cadente e consultou um brâmane sobre seu significado. O sábio homem disse que o mundo havia se tornado cruel, e que Deus se compadecera do homem, dominado pela cobiça e pelo pecado, enviando à terra um salvador. A estrela era Vishnu, encarnado no ventre de sua sobrinha, Devanaki, que, um dia, desagravaria a humanidade de todos os seus crimes, guiando-a por novos caminhos. Enraivecido, o rei ordenou a morte do brâmane e de todos os meninos recém-nascidos. Existem muitas versões sobre a juventude de Vishnu e muitos poemas exaltando suas qualidades e poderes. Assim como o menino Jesus nos evangelhos apócrifos, o menino Krishna realizava todo tipo de milagres. Foi assim que ele conseguiu sobreviver à armadilha que seu tio Kansa lhe preparou. Em uma ocasião, uma serpente esgueirou-se para dentro de seu leito, a fim de estrangulá-lo, mas foi morta pelas próprias mãos do menino (cf. o mito do jovem Hércules). Mais tarde, Krishna venceu a serpente de muitas cabeças, Kalia, e obrigou-a a deixar o rio Yamu-na. Os atos heróicos desse extraordinário menino indiano encheriam volumes inteiros. Com 16 anos, deixou a companhia da mãe para divulgar sua doutrina por toda a índia. Condenava a corrupção do povo e dos príncipes e dizia ter vindo ao mundo para redimir o homem do pecado original, para exorcizar os espíritos imundos e restaurar o reino do bem. Superou tremendas dificuldades, lutou, sozinho, contra exércitos inteiros, realizou toda a sorte de milagres, ressuscitou os mortos, curou leprosos e aleijados, restituiu a visão aos cegos e a audição aos surdos. Rodeou-se, finalmente, de discípulos que cuidaram dele com o maior desvelo e que deveriam continuar sua obra. De toda parte acorria gente para ouvi-lo e admirar seus milagres. Era reverenciado como a um Deus e reconhecido como o verdadeiro redentor, prometido pelos profetas. De tempo em tempo, afastava-se do seu grupo, deixando seus discípulos a sós, para testá-los, e regressava somente nos momentos de dificuldades. O alastramento do movimento desagradou os detentores do poder que, em vão, tentaram reprimi-lo. Krishna, como Cristo, não desejava propagar uma nova religião, mas simplesmente renovar a já existente, libertando-a de seus odiosos abusos e impurezas. Seus ensinamentos, como aqueles de Jesus, apresentavam-se sob a forma de aforismos e parábolas poéticas. Tudo que disse foi registrado no Bhagavad-Gita, que expõe, de maneira clara, a moralidade pura das elevadas concepções de Krishna. Ele exige de seus discípulos o amor ao próximo, a dignidade, o auxílio aos pobres, a prática de boas ações e a fé na infalível misericórdia do Criador. Manda pagar o mal com o bem, amar os inimigos e proíbe a vingança. Ele consola os fracos, condena a tirania e auxilia os desafortunados. Vive na pobreza e dedica-se aos desamparados e oprimidos. Não tem vínculos pessoais e defende a castidade. Como Jesus, Krishna leva uma vida de peregrino mendicante. Krishna também passa por transformações. O filho de Deus se manifesta a Arjuna, um de seus discípulos favoritos, sob muitas formas divinas, dizendo-lhe: "Quem fizer algo por minha causa, quem se devotar inteiramente a mim, quem se libertar do mundo da matéria e do ódio aos seres, virá a mim" (Bhagavad-Gita, décimo-primeiro canto). A lenda de Krishna, provavelmente, constitui a mais remota fonte ligada à figura mística de Jesus. Semelhanças com as lendas de Dionísio (aprox. séc. 7 a.C.) são igualmente surpreendentes. Não foram, porém, somente as grandes culturas da Grécia e de Roma que influenciaram o cristianismo. O antigo Irã, com suas figuras de salvadores e visões escatológicas e apocalípticas, também exerceu uma grande influência sobre a religião cristã. As figuras de maior destaque na religião persa foram Zaratustra e Mitras, homens-deuses que reformularam as rígidas tradições religiosas. Antes de Zaratustra, a concepção religiosa do Irã oriental era praticamente idêntica àquela da antiga índia.

VISHNU

Na religião hindu, Vishnu, também grafado Vixenu e Vixnu (em hindi विष्णु, transl. Vishnu, da raiz sânscrita vishva, "tudo"), é o deus responsável pela manutenção do universo. Juntamente com Xiva (Shiva) e Brama (Brahma), forma a trimúrti, a trindade sagrada do hinduísmo.
Nas duas representações mais comuns de Vishnu, ele aparece flutuando sobre ondas em cima das costas de um deus-serpente chamado Shesh Nag, ou flutuando sobre as ondas com seus quatro braços, cada mão segurando um de seus atributos divinos: uma concha, um disco de energia, um lótus e um cajado.
A concha se chama Pantchdjanya e possui todos os cinco elementos da criação: ar, fogo, água, terra e éter. Quando se assopra nessa concha, pode se ouvir o som que deu origem à todo o universo, o Om.
O disco ou roda de energia de Vishnu se chama Sudarshana e representa o controle dos seis sentimentos, servindo de arma para cortar a cabeça de qualquer demônio.
O lótus de Vishnu se chama Padma. É o símbolo da pureza e representa a verdade por trás da ilusão.
O cajado de Vishnu se chama Kaumodaki e representa a força da qual toda a força física e mental do universo são derivadas.
Segundo o hinduísmo, Vishnu vem ao mundo de diversas formas, chamadas avatares, que podem ser humanas, animais ou uma combinação dos dois. Todos esses avatares aparecem ao mundo, quando um grande mal ameaça a Terra; no total, existem dez avatares de vishnu, dos quais nove já se manifestaram no nosso mundo - sendo Rama e Críxena (Krishna) os mais conhecidos - e outro ainda está por vir. São eles:
Matsya, o Peixe;
Kurma, a Tartaruga;
Varaha, o Javali;
Narasimha, o Homem-Leão;
Vamana, o Anão;
Parashurama, o Homem com o machado;
Rama, o arqueiro;
Críxena (Krishna)
Buda, o Iluminado (Sidarta Gautama)
Kalki, o espadachim montado a cavalo que ainda está por vir.
A esposa de Vishnu é a deusa Lakshimi, deusa da prosperidade e sorte, que o acompanha, encarnado na terra, como esposa de seus avatares.
Seu veículo é Garuda, a águia gigante. Vishnu tem uma forte relação com a água (Nara), tanto que um de seus nomes é Narayana, aquele que flutua sobre as águas. Ele é representado ao lado de uma serpente com muitas cabeças, já mencionada anteriormente. Do seu umbigo, nasce uma flor de Lótus da qual emerge Brama, o deus criador do universo.
Há uma famosa prece hindu denominada Vishnusahastanama-stotra, ou "Os mil nomes de Vishnu". Os nomes derivam dos atributos do deus. Esses são alguns dos principais:
Acyutah (firme, permanente)
Ananta (sem fim, eterno, infinito)
Kesava (de cabelo abundante e belo)
Narayana (o que está sobre a água)
Madhava (relacionado à primavera)
Govinda (chefe dos pastores: um nome de Krishna)
Madhusudanah (aquele que destrói o demônio Madhu)
Trivikrama
Vamana (anão)
Aridhara
Hrsikeshah
Padmanabha (de cujo umbigo brota o lótus que contém Brama)
Damodara (um nome de Krishna)
Gopala (pastor: refere-se a Krishna)
Janardanah
Vāsudeva (filho de Vasudeva: refere-se a Krishna)
Anantasayana
Sriman
Srinivasa

CRISTO CÓSMICO

Cristo não é algo meramente histórico. As pessoas estão acostumadas a pensar em Cristo como um personagem histórico que existiu há dois mil anos. Tal conceito resulta equivocado porque o Cristo não é do tempo. O Cristo é atemporal. O Cristo desenvolve-se de instante em instante, de momento em momento. Ele em si mesmo é o Fogo Sagrado, o Fogo Cósmico Universal. Cristo é o fogo. Por isso, se vê sobre a cruz as quatro letras: INRI, as quais significam: IGNEA NATURA RENOVATUR INTEGRAM, cuja tradução é: O fogo renova incessantemente a natureza.
Se nós esfregamos a cabeça de um palito de fósforo, brota o fogo. Os cientistas dirão que o fogo é o resultado da combustão, porém isso é falso. O fogo que surge de dentro do palito de fósforo está contido no próprio palito, apenas que com a fricção o libertamos de sua prisão e ele aparece. Podemos dizer que o fogo em si mesmo não é o resultado da combustão e sim que a combustão é o resultado do fogo.
Convém entender que a nós o que mais interessa é o fogo do fogo, a chama da chama, a assinatura astral do fogo. A mão que movimenta o palito de fósforo para que dele surja a chama tem fogo, vida, senão não poderia se movimentar. Depois que o fósforo se apaga, a chama segue existindo na quarta vertical. Os cientistas não sabem que coisa é o fogo, utilizam-no, porém o desconhecem. Jorge Antonio Oro é nosso entrevistado.