terça-feira, 30 de outubro de 2012

O amor é esse caráter divino Quando descobrimos a alma Desenvolvemos então essas virtudes amorosas, Acende a luz da generosidade, Acende a luz da gentileza, Acende também a luz da beleza interna Pois essa prevalece mais do que tudo. Depois... Deixa o sol do teu amor Brilhar sobre os outros. Sim, a pureza é a mãe da paz Pureza nos sentimentos Pureza nos relacionamentos, À medida que viajamos Pela longa estrada da vida Nascimento após nascimento Fomos perdendo a nossa luz, Deixa o teu olhar ser sempre Atraído para a rosa E não te piques nas negatividades Que são os espinhos. O amor tem tal poder Que ele pode instantaneamente Reter o coração de todos. Abrindo as pétalas do caráter divino Todos serão chamados ao interior Das suas próprias qualidades. A verdadeira sabedoria Está no amor entregue Com gotas de bondade E bordado de atenção. Quando doamos o tempo A dirigir o amor a alguém A mente não perde tempo Com inutilidades. Só aquilo que vem do coração Não necessita de força Para ser aceite. Aprendamos então a ternura Da natureza espiritual Pois a verdadeira espiritualidade É transportar as características divinas Em direção ao mundo. Um caráter divino não domina, Um caráter divino não impõe Um caráter divino somente ama, Pois apenas o amor Abre as portas sem forçar Ninguém a nada. Uma alma de caráter divino Distribui o amor como um rio Que vai buscar água Ao oceano de todas as virtudes. Que nós sejamos então como rios Doadores de felicidade, amor e gentileza Baseados no auto-respeito e na tolerância, Abraçando todos no nosso coração Pois para a tolerância Não existem limites intransponíveis Que nós, os anjos possamos brilhar Como um sol amoroso e protetor Nos conflitos do mundo.

SÍNDROME DE PÂNICO Em 1980 foi estabelecido como sendo uma entidade específica, diferente de outros transtornos de ansiedade, aquele que passou a ser denominado como síndrome de pânico, ou melhor elucidando, como transtorno de pânico, em razão de suas características serem diferentes dos conhecidos distúrbios. A designação tem origem no deus Pan, da Mitologia grega, caracterizado pela sua fealdade e forma grotesca, parte homem, parte cabra, e que se comprazia em assustar as pessoas que se acercavam do seu habitat, nas montanhas da Arcádia, provocando-lhes o medo. Durante muito tempo, esse distúrbio foi designado indevidamente como ansiedade, síndrome de despersonalização, ansiedade de separação, psicastenha, hipocondria, histeria, depressão atípica, agorafobia, até ser estudado devidamente por Sigmund Freud, ao descrever uma crise típica de pânico em uma jovem nos Alpes Suíços. Anteriormente, durante a guerra franco-austríaca de 1871, o Dr. Marion Da Costa examinou pacientes que voltavam do campo de batalha apresentando terríveis comportamentos psicológicos, com crises de ansiedade, insegurança, medo, diarréia, vertigens e ataques, entre outros sintomas, e que foram denominados como coração irritável, por fim tornando-se conhecido como Síndrome de Da Costa, pela valiosa contribuição que ele ofereceu ao seu estudo e terapia. A síndrome de pânico pode ocorrer de um para outro momento e atinge qualquer indivíduo, particularmente entre os 10 a 40 anos de idade, alcançando, na atualidade, expressivo índice de vítimas, que oscilam entre 1% e 2% da população em geral. Na atualidade apresenta-se com alta incidência, levando grande número de pacientes a aflições inomináveis. Existem fatores que desencadeiam, agravam ou atenuam essa ocorrência e podem ser catalogados como físicos e psicológicos. Já não se pode mais considerar como responsável pelos distúrbios mentais e psicológicos uma causa unívoca, porém, uma série de fatores predisponentes como ambientais, especialmente no de pânico. Entre os primeiros se destacam os da hereditariedade, que se responsabilizam pela fragilidade psíquica e pela ansiedade de separação. Tais fatores genéticos facultam o desencadear da predisposição biológica para a instalação do distúrbio de pânico. Por outro lado, os conflitos infantis, geradores de insegurança e ansiedade, facultam o campo hábil para a instalação do pânico, quando se dá qualquer ocorrência direta ou indireta, que se responsabiliza pelo desencadeamento da crise. Acredita-se que a responsabilidade básica esteja no excesso de serotonina sobre o Sistema Nervoso Central, podendo ser controlada a crise mediante aplicação de drogas específicas tais clonazepam, não obstante ainda seja desconhecido o efeito produzido em relação a esse neuro-receptor. O surto ou crise é de efeitos alarmantes, por transmitir uma sensação de morte, gerando pavor e desespero, que não cedem facilmente. A utilização de palavras gentis, os cuidados verbais e emocionais com o paciente não operam o resultado desejado, em razão da disfunção orgânica, que faculta a instalação da ocorrência, embora contribuam para fortalecer no enfermo a esperança de recuperação e poder trabalhar-se o psiquismo de forma positiva, que minora a sucessão dos episódios devastadores. Não raro, o paciente, desestruturado emocionalmente e vitimado pela sucessão das crises, pode desenvolver um estado profundo de agorafobia ou derrapar em alcoolismo, toxicomania, como evasões do problema, que mais o agravam, sem dúvida. É uma doença que se instala com mais freqüência na mulher, embora ocorra também no homem, e não se trata de um problema exclusivamente contemporâneo, resultado do estresse dos dias atuais, em razão de ser conhecida desde a Grécia antiga, havendo sido, isto sim, melhor identificada mais recentemente, podendo ser curada com cuidadoso tratamento psiquiátrico ou psicológico, desde que o paciente se lhe submeta com tranqüilidade e sem a pressa que costuma acompanhar alguns processos de recuperação da saúde mental. O distúrbio de pânico encontra-se enraizado no ser que desconsiderou as Soberanas Leis e se reencarna com predisposição fisiológica, imprimindo nos gens a necessidade da reparação dos delitos transatos que permaneceram sem justa retificação, porque desconhecidos da Justiça humana, jamais porém, da divina e da própria consciência do infrator. Por isso mesmo, o portador de distúrbio de pânico não transfere por hereditariedade necessariamente a predisposição aos seus descendentes, podendo, ele próprio não ter antecessor nos familiares com essa disfunção explícita. Indispensável esclarecer que, embora a gravidade da crise, o distúrbio de pânico não leva o paciente à desencarnação, apesar de dar-lhe essa estranha e dolorosa sensação. o Livro: Amor Imbatível AMor - Joana de Ângelis psicografado por Divaldo Franco